Intercâmbio em nossa Escola – Um Panorama
Assim como nossa escola recebe alunos estrangeiros de escolas Waldorf, nossos alunos também viajam para estudar em escolas Waldorf de outros países.
É inegável que a vivência cultural, social e educacional proporcionada por um intercâmbio atrai os jovens em geral, entretanto, para que essa troca de experiências seja positiva, aspectos importantes devem ser considerados.
Fatores locais como língua, cultura, hábitos e currículos diferentes, assim como o perfil do aluno, incluindo responsabilidade e autonomia, e ainda os desafios da readaptação no retorno, tornam o intercâmbio uma atividade que exige extremo cuidado na sua organização.
Qual a época mais indicada para uma vivência no Exterior?
VIAGENS LONGAS
• Quando fazer?
Considerando-se as fases de desenvolvimento do jovem propostas pela nossa pedagogia e as experiências dos nossos alunos nos últimos anos, a época ideal para uma viagem mais longa é após a conclusão do 12º ano.
• Por quê?
O jovem nessa fase está mais preparado para lidar sozinho com as mudanças e os desafios que a distância prolongada pode ocasionar, pois já adquiriu maturidade suficiente para tomar decisões importantes. Além disso, pode se entregar sem preocupação a essa vivência, uma vez que terá concluído seu percurso escolar e aproveitado integralmente tudo aquilo que o Currículo Waldorf oferece.
Pode ser ainda o momento propício para que esta experiência seja mais significativa em sua vida, pois, em muitos casos, ela se torna um impulso para seus planos futuros, inclusive na escolha de seu caminho profissional.
• Quais as opções de viagem após o 12º?
Existe atualmente uma variedade de oportunidades disponíveis aos jovens:
- trabalho voluntário (Camphill entre outros)
- trabalho tipo au-pair,
- trabalho agrícola (WOOF),
- cursos diversos.
VIAGENS CURTAS
• Quando fazer?
As férias, apesar de parecerem insuficientes num primeiro momento e por isso suscitarem certa resistência inicial, se tornaram uma alternativa bastante viável para os nossos alunos, que aproveitam esse período para fazer cursos variados e retornam muito satisfeitos com o resultado.
. Vantagens
1. não implicam em uma ruptura de fato na continuidade da rotina escolar;
2. no caso de cursos, inclusive os que envolvem instituições ou cidades
universitárias/pre-college, estimulam a vida acadêmica e o envolvimento
nos estudos;
universitárias/pre-college, estimulam a vida acadêmica e o envolvimento
nos estudos;
3. exercitam autonomia e responsabilidade;
4. valorizam/conscientizam o aluno do seu repertorio lingüístico, ampliando-o.
• Quais são as opções de viagens curtas?
Além da oportunidade de visitar uma escola Waldorf, existem outras opções:
- cursos de idiomas;
- cursos diversos, inclusive em universidades/instituições renomadas (Summer programs/ Pre-college).
- Camps.
VIAGENS DE DURAÇÃO MÉDIA
• Quando fazer?
A experiência dos últimos anos, aliada ao feedback recebido dos alunos e de suas famílias, mostra que um período de 2 a 3 meses, a partir de janeiro até, no máximo, março, durante o 10º. ou 11º. ano, é o mais indicado, pois o aluno se ausenta por duas épocas, o que permite que ele permaneça matriculado na escola, garantindo seu retorno à classe.
O Colegiado não recomenda viagens durante o 12º ano por se tratar de um ano de fechamento do percurso escolar.
• Por quê?
Apesar do currículo comum, as Escolas Waldorf dos diferentes países não oferecem as matérias e épocas concomitantemente. Dificilmente o aluno terá a mesma grade da nossa escola. Ao retornar, ele precisará estudar para dominar os conteúdos vistos em sua ausência simultaneamente com os novos conteúdos que estarão sendo trabalhados. O aluno deverá, então, comprometer-se a informar-se junto aos professores sobre a matéria a ser recuperada e buscar apoio externo sempre que necessário para, no prazo de 2 meses, estar em dia com a sua vida escolar.
Cabe ainda ressaltar que o nível de exigência em termos de conteúdo tende a variar bastante quando se comparam as escolas estrangeiras com o Brasil. São comuns os relatos de nossos alunos quanto à discrepância entre o conteúdo aprendido lá e o que é ensinado aqui. Em matérias como, principalmente matemática e física, dentre outras, existe a possibilidade de uma defasagem, o que torna uma ausência prolongada um fator de preocupação para o colegiado de professores.
• Qual a consequência de viajar por um tempo maior?
Períodos mais longos implicam em um comprometimento na continuidade do processo de aprendizagem do aluno, podendo refletir negativamente em sua reintegração no grupo e na escola. Dessa forma, a escola, pelas razões já descritas, não recomenda um período maior do que o proposto acima. Além disso, um período mais longo implicaria na necessidade do desligamento escolar e de um posterior processo de rematrícula. É importante lembrar que no currículo Waldorf, o conteúdo das matérias de cada ano letivo corresponde às necessidades de cada faixa etária, não sendo possível e nem recomendável reter o aluno e privá-lo do que é adequado a sua idade.
A decisão final cabe a cada família; no entanto, é importante ressaltar que este cuidado em relação ao tempo de afastamento tem sido, atualmente, em todo o mundo, uma preocupação, não só das escolas Waldorf, mas também das escolas tradicionais.
* Como funciona o processo?
O processo todo, desde externar a idéia de estudar em outro país até o embarque propriamente dito, leva quase um ano, portanto é importante se programar com bastante antecedência.
• Como fica o pagamento?
Uma vez que a nossa escola é uma instituição sem fins lucrativos, na qual as despesas do funcionamento são rateadas entre as famílias através das mensalidades, a saúde financeira só poderá ser preservada se o pagamento das mesmas não for interrompido.
A família tem duas opções:
1. Aluno visitante: O nosso aluno se matricula no exterior como um Visiting Student e a família arca com as despesas escolares e de acomodação no exterior, mantendo o pagamento da mensalidade na nossa escola.
2. Intercâmbio: A nossa escola recebe um aluno estrangeiro e a escola estrangeira recebe um aluno nosso (não simultaneamente). O aluno estrangeiro não precisará pagar a escola aqui, assim como, em contrapartida, o nosso aluno não precisará pagar a escola estrangeira. Ou seja, ambos continuam pagando apenas pelas suas respectivas escolas, desde que o tempo de estadia seja equivalente. A família que envia seu filho para o exterior se compromete a receber o filho da família que o hospedou.
Para que o intercâmbio ocorra são requisitos básicos para ambos os alunos envolvidos:
• Responsabilidade com os compromissos escolares;
• Prontidão emocional;
• Conduta social adequada.
Em ambos os casos, o contato prévio entre as famílias e as escolas é imprescindível, a fim de que todos os detalhes sejam acertados antecipadamente, garantindo-se, assim, uma experiência positiva para todos os envolvidos.
* Desafios de um Intercâmbio
1. Encontrar uma escola estrangeira disponível requere perseverança;
2. Encontrar um aluno/a que queira vir para o Brasil também;
3. A família que recebe deverá preparar-se para acolher o aluno visitante por todo o período combinado entre ambas as partes e, por sua vez, o estudante deverá vir preparado para se integrar à vida diária da família que o hospeda e cujo dia a dia é diferente do seu.
Importante: O jovem nesta idade está em uma fase de desenvolvimento com características específicas que envolvem desafios como: mudanças de humor, conflitos e comportamentos de risco. Ao receber um jovem em sua casa, a família assume uma responsabilidade perante ele, sua família e a lei.
A troca entre as famílias está sujeita a mudanças inesperadas ao longo do período. A EWRS não pode se responsabilizar por eventuais situações que afetem o planejamento desse aspecto, porém não medirá esforços para auxiliar a família no caso de uma eventualidade.
4. O aluno no exterior vivencia uma realidade sócio-cultural tida pelos jovens como a sociedade ideal o que dificulta a reintegração social, familiar e escolar no seu retorno.
5. Dependendo do perfil do aluno, o conteúdo perdido o sobrecarrega na volta.
6.. O prazo de 2 meses para ficar em dia com a rotina escolar implica em uma organização e responsabilidade que nem todos os alunos conquistaram ainda;
7. Apesar do apoio do plantão de dúvidas, em alguns casos as famílias precisam contratar ajuda externa para que o aluno dê conta da matéria a ser recuperada.
* Considerações ao fazer um Intercâmbio
1. A página Passo-a-Passo traz um resumo do procedimento;
2. A página Guia contém orientações diversas para auxiliar as famílias interessadas;
3. A página Choque Cultural trata do desafio da adaptação.
A página Cursos Médios traz depoimentos e contatos de escolas.